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Apucarana

Publicado em 14 de Janeiro de 2012, às 10h11min

Terceirização dribla falta de médicos

Sem candidatos em concursos, cidades aderem a credenciamento de profissionais com CNPJ para não desassistir população

Antoniele Luciano - da Tribuna do Norte - Diário do Paraná

 

Para driblar a falta de médicos inscritos nos concursos públicos municipais, prefeituras da região estão aderindo cada vez mais ao credenciamento de médicos que possuam Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ). É a terceirização do setor. Em Apucarana, chamamentos públicos estão abertos para ajustar contratos de trabalho com pediatras, ginecologistas e clínicos gerais para atendimento comum e plantão nas Unidades Básicas de Saúde (UBS).


De acordo com informações obtidas junto à coordenação do Programa Saúde da Família da Autarquia Municipal de Saúde de Apucarana (AMS), já faltam médicos em até quatro postos de saúde. Com isso, alega o órgão, a contratação, considerada legal por se tratar de pessoa jurídica, é vista como forma de evitar que a população seja desassistida.


Será necessário contratar pelo menos quatro clínicos gerais através do credenciamento, segundo o PSF. Além do atendimento nas UBS’s, há demanda para o cumprimento de plantão nos postos em que há funcionamento até às 22 horas. Também será preciso contratar mais pediatras e ginecologistas, caso surjam médicos interessados em se credenciar, em razão de uma demanda constante. As maiores baixas entre os credenciados seriam em virtude de residências médicas de especialização.


O salário previsto em edital no chamamento público é de R$ 5.265,70 para uma jornada de 40 horas semanais. O prazo máximo para credenciamento varia de acordo com a especialidade médica, podendo ser consultado no www.apucarana.pr.gov.br. Quase 30% dos médicos da rede não são concursados. De 32, 23 são efetivos.


O prefeito de Apucarana, João Carlos de Oliveira (PMDB), avalia que a baixa procura de médicos em concursos realizados no município reflete a escassez de profissionais. “Hoje, se tem ofertas de todos os tipos. Têm profissionais que começam a trabalhar em um lugar e depois mudam para outro, que oferece uma oferta mais vantajosa”, destaca.

Comentários para esta notícia.

  • Rafael18/01/201208h24

    A questao é muito fácil de se resolver. Basta aumentar o salário, pagar o piso nacional mínimo, que aí nao faltarao médicos nesses lugares. Nao adianta os prefeitos e secretários tentarem enganar a populaçao, o que deve ser feito é um investimento maior na saúde. Sem salário digno, nao há médicos, sem médicos a saúde nao funciona. Toda profissao tem direito a cobrar pelo seu serviço, porque o médico nao pode cobrar o que acha justo? Nao há nada de errado nisso, nada que desrespeite o juramento, como alguem mencionou acima, apenas uma questao de valorizaçao da profissao.

  • prof donizeti16/01/201223h45

    NOSSO PAIS CONTINUA NA CONTRA MAO....INVESTE NO TRATAMENTO DE DOENÇA APENAS E MUITO POUCO NA PREVENÇAO...ALEM DO QUE O ACESSO A FACULDADES DE MEDICINA PELAS PESSOAS DA CLASSE BAIXA AINDA E MUITO RARA...NAO PQ NAO HAJA JOVENS DA CLASSE BAIXA COM COMPETENCIA PARA SER MEDICOS E SIM PQ O SISTEMA DE FUNCIONAMENTO DOS CURSOS DE MEDICINA PRIVILEGIA AS PESSOAS ORIUNDAS DE CLAASSE ALTA...OS CURRICULOS SAO MONTADOS DE MODO QUE USA O PERIODO INTEGRAL ;;; CONTUDO ESTES MESMOS CURRICULOS SAO CHEIOS DE JANELAS DE MODO QUE SE FOSSE FEITO ALGUMA ADEQUAÇÃO SERIA POSSÍVEL FAZER O CURSO EM APENAS UM PERIODO DE 5 A 6 HS DE AULA...;AINDA TEMOS CURSOS ELETIZADOS....MAS NOSSO GOVERNO DEVERIA CRIAR UMA LEI OBRIGANDO OS QUE SE FORMAM EM UNIVERSIDADES PUBLICAS E PAGAR O MESMO VALOR DO CURSO EM SERVIÇOS NO SUS.....PPRINCIPALMENTE AQUELES QUE TEM CONDIÇOES DE PAGAR FACULDADE PARTICULAR E MESMO ASSIM CURSAM AS PUBLICAS QUE A PRIORI SAO AS MELHORES.....E UMA SAIDA, ESTE PROCEDIMENTO É ADOTADO EM CUBA....

  • Observador15/01/201211h05

    Na verdade, a maioria dos médicos de Apucarana já estão estabelizados e não precisam ganhar mais dinheiro. Por outro lado, a maioria dos recem formados em medicina apenas pegaram um canudo, e não estão nem aí para cumprir o juramento que fizeram para salvar vidas. Pena que um dia esses mesmos médicos que não querem fazer concurso talvez por causa do salário, no futuro precisarão de outro médico para que sabe controlar a sua saúde.LAMENTÁVEL!

  • Ivan15/01/201213h30

    Isso acontece porque a maioria dos formandos em medicina são de classe alta, para eles um salario de R$5.000,00 por 40 horas é uma miséria, esse pessoal tem dinheiro pra montar clinicas de ponta e ganhar muito dinheiro, por isso em cursos de medicinas teria que ter uma quota para alunos de baixa renda, mas que tenham um bom histórico escolar. Um filho de pobre se tiver um emprego pra ganhar 5000 mil é um salariao, agora para um filhinho(a) de bacana, não da nem para comprar a bolsa ou acessório de grife ou bancar o carrão de luxo.

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