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Ciência e Tecnologia

Publicado em 11 de Abril de 2011, às 10h01min

O amor é cego, comprova a ciência

pesquisas revelam que a paixão desativa algumas áreas do cérebro

Bonde/André Palmini - neurologista (Rio Grande do Sul)

Crédito: Divulgação

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O apaixonado dificilmente consegue ver defeitos e desconfiar da pessoa amada

Quando a pessoa está apaixonada por alguém, seu cérebro desativa estruturas responsáveis pelo julgamento crítico e por nos manter alerta contra ameaça


Pesquisas recentes, demonstradas no 5º Congresso Brasileiro do Cérebro, mostram como o cérebro da pessoa apaixonada desativa os mecanismos de alerta contra as ameaças do ambiente. O ditado popular sempre pregou a famosa frase ''o amor é cego'', teoria que vem sendo comprovada cada vez mais pela ciência.
 

Quando a pessoa está apaixonada por alguém, seu cérebro desativa estruturas responsáveis pelo julgamento crítico e por nos manter alerta contra ameaças. O resultado? O apaixonado dificilmente consegue ver defeitos e desconfiar da pessoa amada.
 

Estudos com imagens mostram que os mecanismos cerebrais que nos fazem ter uma visão crítica sobre as atitudes dos outros são desativados quanto estamos com a pessoa amada. É a explicação da ciência para a cegueira da paixão.
 

Pesquisas demonstram ainda que o cérebro age de forma diferente na paixão e no amor. No auge da paixão, os mecanismos de defesa quase não são ativados, mas esta situação vai mudando com o passar do tempo com a consolidação do sentimento, o cérebro começa a reagir ao ver a pessoa amada de forma parecida como age com outras pessoas.
 

Uma das grandes questões ainda sem resposta pela neurociência é por que as pessoas continuam juntas, mesmo com as mudanças no comportamento.
 

O amor também é um dos responsáveis pela evolução e preservação da espécie. Temos no nosso cérebro um sistema de recompensa que nos faz buscar alimentos, água e sobrevivência em geral. Ele age também ativa de forma intensa e proporciona prazer e bem-estar. Na busca de bem-estar, amamos, nos reproduzimos e evoluímos como espécie.
 


 

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